sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Internet fácil para a Terceira Idade




Usar computador e internet não é coisa só de gente jovem, cada vez mais, idosos do mundo todo estão fazendo uso dessa ferramenta para resolver questões do dia a dia, como pagar as contas, fazer pesquisas...

Usar computador e internet não é coisa só de gente jovem, cada vez mais, idosos do mundo todo estão fazendo uso dessa ferramenta para resolver questões do dia a dia, como pagar as contas, fazer pesquisas, compras virtuais, comunicar-se com amigos, parentes, conhecer novas pessoas... E outra infinidade de coisas que a internet veio trazer para facilitar nossas vidas.
E aos poucos, os idosos vão perdendo a resistência às novas tecnologias e vendo que lidar com a internet é bem mais fácil do que se imagina e que não é necessário ser nenhum expert em informática para utilizar a ferramenta.
Foi pensando nisso que o blog foi criado,  a fim de desmistificar o mito criado em torno do uso da internet. Para quem está usando o computador pela primeira vez. “Você não está sozinho.:
Aqui você poderá tirar suas dúvidas, postar suas opiniões.




terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pesquisar na internet faz bem a cérebro idoso



A conclusão é de que a internet, se usada diariamente, pode ser um treinamento, assim como palavras cruzadas, quebra-cabeças, um trabalho pra não deixar o cérebro perder a capacidade de raciocínio.
 

Cientistas americanos comprovaram que o uso da internet pode ajudar o funcionamento do cérebro em pessoas da terceira idade e em pouco tempo.

É um mundo desconhecido para os senhores de cabeças brancas. Mas o desafio de pesquisar na internet pode ser um grande aliado contra a demência.

O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia com 24 voluntários, com idades entre 55 e 78 anos.

Os grupos foram divididos entre novatos e experientes em internet. Logo depois do primeiro contato com o computador, a ressonância magnética mostrou a atividade nas áreas cerebrais que controlam a linguagem, a leitura, a memória e a capacidade visual nos dois grupos.

Mas os experientes em internet trabalharam uma área do cérebro muito mais extensa do que a dos novatos.

Depois desse exame, os grupos foram orientados a passarem duas semanas fazendo pesquisas na internet durante uma hora por dia e voltaram para novos testes no laboratório. Submetidos a uma segunda ressonância magnética, os resultados já foram bem diferentes.

Além de toda a área que já tinha sido ativada no primeiro contato com a rede, os novatos também trabalharam a parte frontal do cérebro, uma região que controla a memória e a tomada de decisões.

Em uma nova comparação, os cientistas perceberam que, depois de um tempo navegando na internet, a diferença entre novatos e experientes diminuiu, deixando a extensão da área ativada, praticamente igual nos dois grupos.

A conclusão é de que a internet, se usada diariamente, pode ser um treinamento, assim como palavras cruzadas, quebra-cabeças, um trabalho pra não deixar o cérebro perder a capacidade de raciocínio.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Computador é aliado de idosos".

Interatividade e domínio de novas linguagens são algumas vantagens para quem entra no mundo virtual depois dos 60 anos São Paulo - Pesquisas feitas com alunos de cursos de informática para a terceira idade mostram que a tecnologia tem um impacto positivo na rotina de idosos e aposentados. Ao aprender a usar o computador e navegar na internet, grande parte dos homens e mulheres com mais de 60 anos se comunica mais com filhos e netos, faz novos amigos e se sente estimulado intelectualmente e integrado à sociedade.

“Os trabalhos têm mostrado que a tecnologia é eficaz em promover interação social e estimular o convívio entre os idosos”, afirma a pedagoga Kely Cristina Vieira, especialista em tecnologias da inteligência e autora de uma pesquisa com alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). “Muitos são viúvos ou moram sozinhos, outros vivem longe dos filhos e netos. Com o computador, encontram uma forma de comunicação, a princípio assustadora e depois fascinante.”

No entanto, a pesquisadora ressalta que as expectativas dos idosos ao aprenderem a usar o computador vão além da comunicação ou do acesso às informações cotidianas: elas estão relacionadas com a inserção no mundo atual, dominado pelos conteúdos digitais, e com a sensação de independência e liberdade. “Aprender a usar o computador é também ter conhecimento para lidar com a tecnologia em outros locais, como bancos, e para entender vocabulários e códigos que estão por toda parte.”
Não à toa, mais de 80% dos entrevistados na pesquisa afirmaram que o computador trouxe mudanças positivas em sua vida e 87% disseram que adquiriram novas habilidades. Para a bancária aposentada Cristina Souza, de 75 anos, o maior benefício foi a autonomia. “Quando vi uma receita maravilhosa na televisão e a apresentadora falou que os detalhes e os ingredientes estavam no site, percebi que precisava aprender como isso funcionava. Que isso tinha vindo para ficar”, conta.
Ela ganhou um computador de presente do filho e se matriculou em um curso. “No começo, foi difícil. Parecia que não ia dar conta, mas depois você descobre um novo mundo, parece que tudo cabe ali naquele espaço. Países, museus, os jornais e as revistas. E meu neto me manda mensagens e fotos.” Com o tempo, entrou em um fórum de discussão sobre culinária e conheceu outras mulheres com os mesmos gostos e interesses.

O aposentado Francisco Joaquim Augusto, de 65 anos, também lida semanalmente com o computador nas aulas do programa Acessa São Paulo, do governo do estado, para tentar conversar mais com o filho e a nora, que moram no interior. “É difícil, mas vamos pegando experiência e sentindo que a gente faz parte desse mundo também”, diz Augusto.
Ele faz parte dos 25% dos idosos que usam a internet no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa Cetic, levantamento feito pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostra que 73% dos idosos brasileiros que acessam a internet usam o e-mail com frequência e, desses, 36% também trocam mensagens instantâneas. Outros 26% fazem parte de sites de relacionamentos.
“Os idosos querem e devem se sentir inseridos e pertencentes à realidade em que estão. Hoje a internet está por toda parte. Eles querem se comunicar e, uma vez inseridos, usam mesmo as ferramentas”, explica Maristela Compagnoni, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), autora de uma pesquisa sobre e-mails e idosos.

Ritmo próprio
No entanto, para que a experiência com o computador seja bem-sucedida, os primeiros contatos com a máquina precisam ser feitos em um ritmo mais lento e as atividades devem ser repetidas.
“O jovem cresceu na cultura do mundo digital, está acostumado com um universo de ícones, usa o computador instintivamente. O idoso, não. Por isso é uma outra abordagem, senão você provoca frustração e decepção”, explica Vitória Kachar, professora da Universidade Aberta da PUC-SP e pesquisadora do tema.